Europeus do G20 querem controlo a sério dos mercados e reforço do FMI
Os membros europeus do G20 concertaram ontem posições numa cimeira convocada pela chanceler Angela Merkel, com o fim de preparar a próxima reunião do G20, que decorrerá em Londres, no próximo dia 2 de Abril. Deste encontro em Berlim saíram duas resoluções gerais, que ainda carecem de propostas estruturadas de concretização.
A Alemanha, a França, o Reino Unido e a Itália - membros europeus do G20 -, juntamente com a Espanha e a Holanda, países convidados para a cimeira de Londres, e, ainda, a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e a presidência checa da União europeia, concluíram que as instituições financeiras internacionais precisam de ser reforçadas financeiramente. Para tal, acordaram que o Fundo Monetário Internacional (FMI) precisará de um reforço de 500 mil milhões de dólares para que possa estar em condições de prestar apoio a países membro em dificuldades no decurso da actual crise financeira, cujo fim ainda não está à vista. ( O Governo do Japão já tinha declarado antes da reunião de Berlim estar disposto a canalizar 100 mil milhões de dólares para o FMI com idêntico propósito.)
A chanceler Merkel propôs criar Uma Carta Global da Economia Sustentável, com princípios éticos para a actividade de todos os Estados, que mereceu o apoio dos restantes participantes na reunião de Berlim. Dela saiu anda a decisão dos presentes advogarem em Londres um controlo efectivo de todos os produtos, incluindo os hedge funds, altamente especulativos, e mercados financeiros, supervisionando todos os intervenientes neles, incluindo as agências de notação financeira. Os paraísos fiscais, segundo Merkel, vão ser combatidos pelo G20, exigindo-se um novo regime de transparência das suas actividades sob pena de sofrerem sanções.
A este propósito já se verificaram duas reacções por parte dos dois países europeus mais acusados de promoverem a opacidade das actividades financeiras nos seus territórios, a Suíça e o Luxemburgo. A Suíça lamentou não ter sido convidada para participar na cimeira de Londres, tendo em conta o papel importante que desempenha na finança internacional. A ausência de convite não será alheia à dificuldade por parte da banca suíça em levantar o sigilo bancário. Recentemente, só por acordo especial é que a justiça dos EUA conseguiu obter informação do maior banco suíço, o UBS, sobre 250 depositantes norte-americanos, acusados de evasão fiscal. Mas há mais 52 mil suspeitos, com contas por desvendar.
O Luxemburgo por sua vez, na voz de um seu ministro, advoga a "redefinição" do segredo bancário e não a sua abolição, que implicaria o despedimento de 150 mil funcionários do sector bancário, vindos da Alemanha, da França e da Bélgica, diariamente para trabalhar no grão-ducado.
Gordon Brown fez votos para que a cimeira de Londres em Abril ponha no centro das soluções as pessoas "que têm hipotecas de casa para pagar, que têm medo de perder o seu emprego e que querem arranjar capital e não sabem como". Terminou afirmando que muito já foi feito, mas é preciso fazer mais.
Nicolas Sarkozy, presidente da França, declarou no fim da reunião que Londres é "uma última hipótese, que não pode falhar." Advogando medidas de reforma estruturais, Sarkozy afirmou que é preciso sanções para pôr em prática uma nova regulação e que, se isso não for feito, se as offshores não forem combatidas, "as pessoas revoltar-se-ão e com razão".
Fonte: Diario de Notícias
24 de fevereiro de 2009
18 de fevereiro de 2009
Tratado de Lisboa
Parlamento checo aprova Tratado de Lisboa
Os deputados checos aprovaram hoje o Tratado de Lisboa, primeira etapa para uma ratificação que já foi adiada diversas vezes no país que detém actualmente a presidência rotativa da União Europeia.
"A Câmara baixa do Parlamento checo deu o seu aval à ratificação do Tratado de Lisboa", anunciou após a votação o social-democrata Lubomir Zaoralek, vice-presidente do Parlamento.
Dos 197 deputados presentes na Câmara baixa, composta por 200 assentos, 125 votaram a favor e 61 manifestaram-se contra.
Agora devem pronunciar-se os senadores, ficando depois a faltar que o eurocéptico presidente checo Vaclav Klaus aceite assinar o texto.
Os deputados checos recomeçaram a debater o Tratado de Lisboa terça-feira ao início da noite, depois de terem adiado duas vezes a votação deste texto destinado a reformar as instituições europeias.
A República checa, que preside à UE no primeiro semestre de 2009, era o único país da União Europeia que ainda não se tinha pronunciado sobre o texto que, para ser validado, tem de ser aprovado pelos 27 países da UE.
Ao nível europeu, a reforma das instituições continua presa pelo referendo que a Irlanda tenciona organizar em Novembro próximo depois do "não" pronunciado em Junho passado.
Fonte: Jornal de Notícias
Os deputados checos aprovaram hoje o Tratado de Lisboa, primeira etapa para uma ratificação que já foi adiada diversas vezes no país que detém actualmente a presidência rotativa da União Europeia.
"A Câmara baixa do Parlamento checo deu o seu aval à ratificação do Tratado de Lisboa", anunciou após a votação o social-democrata Lubomir Zaoralek, vice-presidente do Parlamento.
Dos 197 deputados presentes na Câmara baixa, composta por 200 assentos, 125 votaram a favor e 61 manifestaram-se contra.
Agora devem pronunciar-se os senadores, ficando depois a faltar que o eurocéptico presidente checo Vaclav Klaus aceite assinar o texto.
Os deputados checos recomeçaram a debater o Tratado de Lisboa terça-feira ao início da noite, depois de terem adiado duas vezes a votação deste texto destinado a reformar as instituições europeias.
A República checa, que preside à UE no primeiro semestre de 2009, era o único país da União Europeia que ainda não se tinha pronunciado sobre o texto que, para ser validado, tem de ser aprovado pelos 27 países da UE.
Ao nível europeu, a reforma das instituições continua presa pelo referendo que a Irlanda tenciona organizar em Novembro próximo depois do "não" pronunciado em Junho passado.
Fonte: Jornal de Notícias
15 de fevereiro de 2009
Combate ao Deseprego e às Desigualdades
Comissário quer Europa a debater "salário máximo"
É a "opinião pessoal" de um comissário europeu: Spidla considera que Estados, empresas e parceiros na negociação colectiva devem ponderar a introdução de um salário máximo. Já o reforço da resposta europeia ao desemprego pode passar por novos incentivos do Estado ao 'part-time'
O comissário europeu do Emprego e Assuntos Sociais quer que a Europa debata a introdução de um "salário máximo". "Se temos o conceito de salário mínimo, penso que também podemos desenvolver o de salário máximo", afirmou Vladimir Spidla.
O responsável respondia a uma pergunta sobre políticas de remuneração de executivos. "Se o sistema de remunerações não está de todo ligado ao progresso é preciso, de facto, reflectir. Se a sua empresa faliu e você obteve milhares de euros, então essa é uma questão pertinente", afirmou. Spidla sublinha que esta é uma "opinião pessoal", que não traduz a posição da Comissão Europeia. A decisão caberia "aos Estados, às empresas, ou à negociação colectiva".
"Não digo que não seja discutível, mas quando se lançar essa questão toda a gente vai evocar o argumento da competitividade", antecipa Carvalho da Silva. O líder da CGTP lembra que a limitação dos salários não garante, por si só, uma mais justa distribuição. Além disso, acrescenta, não seria difícil subverter a regra. "Falar a sério da revalorização do trabalho implica rever os conceitos de produtividade e de competitividade", refere, considerando que a principal questão é a distribuição da riqueza produzida nas empresas pelos trabalhadores, através dos salários.
Rocha de Matos desvaloriza a importância do debate sobre salários "exorbitantes" num país de pequenas e médias empresas. O presidente da AIP salienta que eventuais medidas deste género não deveriam ser "impostas por legislação", mas admite a discussão do tema num quadro de concertação social na Europa.
O reforço da resposta europeia ao desemprego poderá passar, segundo Vladimir Spidla, pela comparticipação do Estado nos salários de trabalhadores em empresas que optem por reduzir o tempo de trabalho. Depois do anúncio de um conselho extraordinário dos líderes da União Europeia sobre emprego, em Maio, Spidla explicou que a medida defendida pelo Eurogrupo deverá estar em discussão. O modelo que recomenda, que em todo o caso será flexível, prevê que o Estado assuma parte do salário dos trabalhadores em empresas que optem pela redução de horários. O Fundo Social Europeu poderá co-financiar o plano, sempre que houver formação
Fonte: Diário de Notícias
É a "opinião pessoal" de um comissário europeu: Spidla considera que Estados, empresas e parceiros na negociação colectiva devem ponderar a introdução de um salário máximo. Já o reforço da resposta europeia ao desemprego pode passar por novos incentivos do Estado ao 'part-time'
O comissário europeu do Emprego e Assuntos Sociais quer que a Europa debata a introdução de um "salário máximo". "Se temos o conceito de salário mínimo, penso que também podemos desenvolver o de salário máximo", afirmou Vladimir Spidla.
O responsável respondia a uma pergunta sobre políticas de remuneração de executivos. "Se o sistema de remunerações não está de todo ligado ao progresso é preciso, de facto, reflectir. Se a sua empresa faliu e você obteve milhares de euros, então essa é uma questão pertinente", afirmou. Spidla sublinha que esta é uma "opinião pessoal", que não traduz a posição da Comissão Europeia. A decisão caberia "aos Estados, às empresas, ou à negociação colectiva".
"Não digo que não seja discutível, mas quando se lançar essa questão toda a gente vai evocar o argumento da competitividade", antecipa Carvalho da Silva. O líder da CGTP lembra que a limitação dos salários não garante, por si só, uma mais justa distribuição. Além disso, acrescenta, não seria difícil subverter a regra. "Falar a sério da revalorização do trabalho implica rever os conceitos de produtividade e de competitividade", refere, considerando que a principal questão é a distribuição da riqueza produzida nas empresas pelos trabalhadores, através dos salários.
Rocha de Matos desvaloriza a importância do debate sobre salários "exorbitantes" num país de pequenas e médias empresas. O presidente da AIP salienta que eventuais medidas deste género não deveriam ser "impostas por legislação", mas admite a discussão do tema num quadro de concertação social na Europa.
O reforço da resposta europeia ao desemprego poderá passar, segundo Vladimir Spidla, pela comparticipação do Estado nos salários de trabalhadores em empresas que optem por reduzir o tempo de trabalho. Depois do anúncio de um conselho extraordinário dos líderes da União Europeia sobre emprego, em Maio, Spidla explicou que a medida defendida pelo Eurogrupo deverá estar em discussão. O modelo que recomenda, que em todo o caso será flexível, prevê que o Estado assuma parte do salário dos trabalhadores em empresas que optem pela redução de horários. O Fundo Social Europeu poderá co-financiar o plano, sempre que houver formação
Fonte: Diário de Notícias
10 de fevereiro de 2009
Conselho Europeu Extraordinário
Líderes Europeus preparam uma cimeira extraordinária para cerrar fileiras na UE
Os europeus preparam uma cimeira extraordinária sobre a crise económica até final do mês para cerrar fileiras na União Europeia, quando a tentação é cada um cuidar de si e aumenta a tensão entre Praga e Paris.
O primeiro-ministro checo, Mirek Topolanek, disse hoje que admite "convocar um Conselho Europeu informal antes do fim de Fevereiro" em Bruxelas.
"O objectivo deste encontro de chefes de Estado e de Governos será examinar as medidas tomadas até agora e a eficácia destas medidas", acrescentou.
A data exacta desta cimeira deverá ser revelada quarta-feira, depois de um encontro em Bruxelas entre Topolanek e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
Este anúncio segue-se a pressões da França que não esconde em privado as suas críticas pela passividade da presidência checa, que lhe sucedeu à frente da UE.
Ao fazê-lo, Praga tirou o tapete a Paris e Berlim. Topolanek oficializou, ao mesmo tempo que a Comissão, a intenção de reunir os 27, antes mesmo de o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e da chanceler alemã, Angela Merkel, terem tido tempo de divulgar uma carta na qual "propõem" uma cimeira. Já no sábado, Sarkozy evocara o envio desta carta falando de uma "iniciativa comum franco-alemã" sobre a crise.
Esta cimeira tem por objectivo reforçar uma coordenação europeia enfraquecida face à crise, que deixou desenvolver tendências proteccionistas.
A França anunciou hoje ajudas suplementares à indústria automóvel de um montante global de 7,8 mil milhões de euros, designadamente empréstimos de 3 mil milhões de euros aos construtores nacionais PSA Peugeot Citroën e Renault, com a condição de manterem as fábricas no país.
Apesar dos desmentidos de Paris, este plano tornou-se emblemático da controvérsia sobre o regresso do proteccionismo na Europa. Foi antecipadamente criticado pelos checos, furiosos por Nicolas Sarkozy ter mencionado abertamente a semana passada o seu país numa referência às deslocalizações industriais a evitar.
Outros países manifestaram hoje inquietação. Numa alusão velada ao projecto francês, o ministro alemão Peer Steinbrück disse que era preciso "ter muito cuidado" quando "se tenta introduzir o proteccionismo via condições do plano de relançamento". O ministro holandês Wouter Bos vincou: "não é bom para nenhuma das nossas economias abrir a porta ao proteccionismo".
O perigo é tanto maior numa altura em que os governos europeus agem de novo de forma dispersa face à crise, sob a pressão das suas opiniões públicas, com cada um a anunciar medidas isoladas de apoio aos bancos ou à actividade económica.
"Estou um pouco preocupado por Estados membros uns a seguir aos outros prepararem os seus próprios planos e programas", afirmou o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, hoje em Bruxelas ao chegar a uma reunião dos ministros das Finanças da zona euro.
"Continua a ser essencial uma abordagem coordenada para maximizar os benefícios para toda a União", escrevem Sarkozy e Merkel na sua carta.
Fonte: Lusa
Os europeus preparam uma cimeira extraordinária sobre a crise económica até final do mês para cerrar fileiras na União Europeia, quando a tentação é cada um cuidar de si e aumenta a tensão entre Praga e Paris.
O primeiro-ministro checo, Mirek Topolanek, disse hoje que admite "convocar um Conselho Europeu informal antes do fim de Fevereiro" em Bruxelas.
"O objectivo deste encontro de chefes de Estado e de Governos será examinar as medidas tomadas até agora e a eficácia destas medidas", acrescentou.
A data exacta desta cimeira deverá ser revelada quarta-feira, depois de um encontro em Bruxelas entre Topolanek e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
Este anúncio segue-se a pressões da França que não esconde em privado as suas críticas pela passividade da presidência checa, que lhe sucedeu à frente da UE.
Ao fazê-lo, Praga tirou o tapete a Paris e Berlim. Topolanek oficializou, ao mesmo tempo que a Comissão, a intenção de reunir os 27, antes mesmo de o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e da chanceler alemã, Angela Merkel, terem tido tempo de divulgar uma carta na qual "propõem" uma cimeira. Já no sábado, Sarkozy evocara o envio desta carta falando de uma "iniciativa comum franco-alemã" sobre a crise.
Esta cimeira tem por objectivo reforçar uma coordenação europeia enfraquecida face à crise, que deixou desenvolver tendências proteccionistas.
A França anunciou hoje ajudas suplementares à indústria automóvel de um montante global de 7,8 mil milhões de euros, designadamente empréstimos de 3 mil milhões de euros aos construtores nacionais PSA Peugeot Citroën e Renault, com a condição de manterem as fábricas no país.
Apesar dos desmentidos de Paris, este plano tornou-se emblemático da controvérsia sobre o regresso do proteccionismo na Europa. Foi antecipadamente criticado pelos checos, furiosos por Nicolas Sarkozy ter mencionado abertamente a semana passada o seu país numa referência às deslocalizações industriais a evitar.
Outros países manifestaram hoje inquietação. Numa alusão velada ao projecto francês, o ministro alemão Peer Steinbrück disse que era preciso "ter muito cuidado" quando "se tenta introduzir o proteccionismo via condições do plano de relançamento". O ministro holandês Wouter Bos vincou: "não é bom para nenhuma das nossas economias abrir a porta ao proteccionismo".
O perigo é tanto maior numa altura em que os governos europeus agem de novo de forma dispersa face à crise, sob a pressão das suas opiniões públicas, com cada um a anunciar medidas isoladas de apoio aos bancos ou à actividade económica.
"Estou um pouco preocupado por Estados membros uns a seguir aos outros prepararem os seus próprios planos e programas", afirmou o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, hoje em Bruxelas ao chegar a uma reunião dos ministros das Finanças da zona euro.
"Continua a ser essencial uma abordagem coordenada para maximizar os benefícios para toda a União", escrevem Sarkozy e Merkel na sua carta.
Fonte: Lusa
8 de fevereiro de 2009
Défice Excessivo
Portugal deverá escapar a procedimento por défice excessivo por parte da União Europeia
Portugal deverá ficar fora da primeira vaga de países a quem a Comissão Europeia irá instaurar um procedimento por défice excessivo, apesar do desequilíbrio orçamental superior a 3% do PIB previsto para 2009
Os ministros das Finanças europeus reunidos segunda e terça-feira em Bruxelas irão discutir o impacto da crise financeira na economia real e implicações nas finanças públicas.
O debate servirá para orientar a Comissão Europeia nos pareceres que irá dar a 18 e 25 de Fevereiro sobre as perspectivas de evolução orçamental apresentados pelos vários Estados-membros (Programas de Estabilidade actualizados) e, principalmente, sobre a decisão de abrir procedimentos por défice excessivo nos casos mais graves.
Várias fontes comunitárias são da opinião de que Portugal não irá figurar entre os «cinco ou seis» países a quem o executivo comunitário vai «apontar o dedo» por terem excedido ou estarem em vias de exceder o patamar de menos 3,0 por cento de défice orçamental previsto pelas regras europeias (no Pacto de Estabilidade e Crescimento).
A crise económica actual e os planos de recuperação nacional aprovados implicaram um agravamento generalizado do desequilíbrio das finanças públicas dos países da União Europeia.
Em vez de abrir procedimentos por défice excessivo em todos os países que irão violar o Pacto em 2009, Bruxelas deverá começar por fazê-lo apenas naqueles que tendo tido um défice superior a 3,0 por cento do PIB em 2008 irão agravar ainda mais o seu desequilíbrio em 2009.
Espanha, França, Irlanda, Grécia, Roménia, Letónia e Malta estão nessas condições, mas Portugal, que teve um défice de 2,2% do PIB em 2008 e tem uma previsão de 3,9% para 2009, deverá escapar, por enquanto, à abertura de um procedimento.
Bruxelas poderá abrir procedimentos de défices excessivos aos restantes Estados-membros, Portugal inclusive, em finais de Abril ou princípios de Maio quando forem apresentadas as previsões económicas de Primavera da Comissão Europeia.
Fonte comunitária é da opinião que a actual situação económica e a generalização do agravamento do défice na grande maioria dos Estados-membros faz com que a decisão da Comissão Europeia não assuma a carga negativa de anos anteriores.
A situação económica internacional e a preparação do Conselho Europeu de 19 e 20 de Março são outros temas que os ministros das Finanças irão discutir na sua reunião de dois dias.
Fonte: Lusa / SOL
Portugal deverá ficar fora da primeira vaga de países a quem a Comissão Europeia irá instaurar um procedimento por défice excessivo, apesar do desequilíbrio orçamental superior a 3% do PIB previsto para 2009
Os ministros das Finanças europeus reunidos segunda e terça-feira em Bruxelas irão discutir o impacto da crise financeira na economia real e implicações nas finanças públicas.
O debate servirá para orientar a Comissão Europeia nos pareceres que irá dar a 18 e 25 de Fevereiro sobre as perspectivas de evolução orçamental apresentados pelos vários Estados-membros (Programas de Estabilidade actualizados) e, principalmente, sobre a decisão de abrir procedimentos por défice excessivo nos casos mais graves.
Várias fontes comunitárias são da opinião de que Portugal não irá figurar entre os «cinco ou seis» países a quem o executivo comunitário vai «apontar o dedo» por terem excedido ou estarem em vias de exceder o patamar de menos 3,0 por cento de défice orçamental previsto pelas regras europeias (no Pacto de Estabilidade e Crescimento).
A crise económica actual e os planos de recuperação nacional aprovados implicaram um agravamento generalizado do desequilíbrio das finanças públicas dos países da União Europeia.
Em vez de abrir procedimentos por défice excessivo em todos os países que irão violar o Pacto em 2009, Bruxelas deverá começar por fazê-lo apenas naqueles que tendo tido um défice superior a 3,0 por cento do PIB em 2008 irão agravar ainda mais o seu desequilíbrio em 2009.
Espanha, França, Irlanda, Grécia, Roménia, Letónia e Malta estão nessas condições, mas Portugal, que teve um défice de 2,2% do PIB em 2008 e tem uma previsão de 3,9% para 2009, deverá escapar, por enquanto, à abertura de um procedimento.
Bruxelas poderá abrir procedimentos de défices excessivos aos restantes Estados-membros, Portugal inclusive, em finais de Abril ou princípios de Maio quando forem apresentadas as previsões económicas de Primavera da Comissão Europeia.
Fonte comunitária é da opinião que a actual situação económica e a generalização do agravamento do défice na grande maioria dos Estados-membros faz com que a decisão da Comissão Europeia não assuma a carga negativa de anos anteriores.
A situação económica internacional e a preparação do Conselho Europeu de 19 e 20 de Março são outros temas que os ministros das Finanças irão discutir na sua reunião de dois dias.
Fonte: Lusa / SOL
7 de fevereiro de 2009
Putin e Barroso trocam acusações
"Europeus e russos voltaram ontem a trocar acusações de desrespeito pelos direitos humanos, na viagem a Moscovo de uma imponente delegação liderada por Durão Barroso.
Embora prevista há muito, esta deslocação, que envolveu nove comissários europeus, tinha grande importância no contexto de arrefecimento das relações euro-russas provocado pelas guerras da Geórgia, em Agosto, e do gás, no início de Janeiro.
No final do encontro com Vladimir Putin, primeiro-ministro russo, Barroso frisou que "na opinião pública [europeia] há preocupação face aos acontecimentos na Rússia, como os assassinatos de jornalistas e de defensores dos direitos humanos".
Fiel ao seu hábito, Putin contra-atacou: "Não estamos satisfeitos com a forma como o problema das minorias russas é tratado nos países bálticos" membros da UE. Além disso, "sabemos que há violações dos direitos dos imigrantes nos países da Europa", frisou, rematando: "Aceite que eu lhe responda à letra em nome da Federação da Rússia."
Putin pediu por outro lado que os observadores europeus que vigiam os gasodutos de trânsito do gás entre a Rússia e a Ucrânia permaneçam "pelo menos" até ao fim de Março." (Público, 07.02.2009)
Se as causas da criação de uma comunidade europeia foram no príncipio questões económicas, é louvável a crescente preocupação sobre os direitos humanos, na evolução da União Europeia. Sendo a Rússia um país de grande importância a nível mundial, a União Europeia tem um papel importante na promoção dos direitos humanos, dada a relação de independência entre esta e a Rússia e vice-versa, quanto mais não seja devido às questões energéticas.
Outro passo precisa, no entanto, de ser dado. Uma maior aproximação à China, onde ainda muito há a fazer no âmbito dos direitos humanos.
Embora prevista há muito, esta deslocação, que envolveu nove comissários europeus, tinha grande importância no contexto de arrefecimento das relações euro-russas provocado pelas guerras da Geórgia, em Agosto, e do gás, no início de Janeiro.
No final do encontro com Vladimir Putin, primeiro-ministro russo, Barroso frisou que "na opinião pública [europeia] há preocupação face aos acontecimentos na Rússia, como os assassinatos de jornalistas e de defensores dos direitos humanos".
Fiel ao seu hábito, Putin contra-atacou: "Não estamos satisfeitos com a forma como o problema das minorias russas é tratado nos países bálticos" membros da UE. Além disso, "sabemos que há violações dos direitos dos imigrantes nos países da Europa", frisou, rematando: "Aceite que eu lhe responda à letra em nome da Federação da Rússia."
Putin pediu por outro lado que os observadores europeus que vigiam os gasodutos de trânsito do gás entre a Rússia e a Ucrânia permaneçam "pelo menos" até ao fim de Março." (Público, 07.02.2009)
Se as causas da criação de uma comunidade europeia foram no príncipio questões económicas, é louvável a crescente preocupação sobre os direitos humanos, na evolução da União Europeia. Sendo a Rússia um país de grande importância a nível mundial, a União Europeia tem um papel importante na promoção dos direitos humanos, dada a relação de independência entre esta e a Rússia e vice-versa, quanto mais não seja devido às questões energéticas.
Outro passo precisa, no entanto, de ser dado. Uma maior aproximação à China, onde ainda muito há a fazer no âmbito dos direitos humanos.
6 de fevereiro de 2009
Ave, Europa!
Ave Europa, nostra vera Patria
Música & Letra por George J. Lehmann
(Deverá ser somente cantado em latim)
Ave, Europa, nostra vera patria!
Omnes Europaei te salutant.
Multae gentes summus,
sed tantum stirpes una.
Stemus nos fratres, nunc et semper
Ave, Europa; magna fons scientiae,
philosophiaeque, laudamus te.
Mundo luciferi sunt populi aquilae;
aquila se tollat sine cancellis
Ave, Europa, tibi fidem spondemus;
nobilitas tua aeterna est.
Ubicumque summus, in orbe aut astribus,
ibi es nobiscum semper in spiritu.
Ave, Europa, nostra vera patria
————————————————
(Versão portuguesa)
Viva, Europa, a nossa verdadeira terra mãe!
Todos os Europeus te saudam
Somos muitas tribos, mas somente uma estirpe.
Deixem-nos ser uma irmandade, agora e sempre.
Viva, Europa, grande fonte da ciência,
e da filosofia, nós te louvamos.
O lampião do mundo são os Povos da Águia
deixem a Águia voar sem limites.
Viva, Europa! A ti nós juramos lealdade;
A tua nobreza é eterna.
Onde quer que nós estejamos, na terra ou nos céus,
Tu estás connosco em espírito.
Viva, Europa, a nossa verdadeira terra mãe!
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