União Europeia reúne para debater conflito entre a Rússia e a Ucrânia
Os representantes dos Estados-membro da União Europeia (UE) vão reunir-se hoje em Bruxelas numa reunião extraordinária depois de se terem verificado perturbações na distribuição de gás natural proveniente da Rússia em vários países europeus.
A Rússia pediu à União Europeia para monitorizar a circulação de gás que passa pelas infra-estruturas ucranianas uma vez que alegadamente Kiev estará a desviar para uso próprio gás destinado à Europa. A Ucrânia nega as acusações alegando que a Rússia não está a fornecer a quantidade de gás devida aos países europeus.
O oficial ucraniano da Energia, Bogdan Sokolovsky, avançou que se não se chegar a um acordo rapidamente entre a Ucrânia e a Rússia, nos próximos dez dias poderá haver sérios problemas técnicos, podendo o transporte de gás ser interrompido a qualquer hora. A companhia estatal de energia ucraniana, Naftogaz, não está a permitir que seja feito o controlo das estações de monitorização de gás pelos seus técnicos e, por isso, a companhia enviou um pedido à Comissão Europeia para garantir uma monitorização independente do volume de gás que transita na Ucrânia, adiantou o porta-voz da Gazprom, Sergei Kupriyanov. A Comissão Europeia adiantou já a impossibilidade de haver uma monitorização independente do volume de gás em trânsito através da Ucrânia, reforçando a existência de informações contraditórias no que diz respeito á atribuição de responsabilidades pelas perturbações na chegada de gás natural a alguns países europeus.
A União Europa já avançou, pelo porta-voz da Comissão Europeia, Ferran Tarradellas, que não tenciona envolver-se numa disputa que descreveu como um «problema bilateral» e a nova presidência Checa já reiterou a posição da Comissão adiantando que não vai mediar aquilo que apelidou de «disputa comercial» entre a Rússia e a Ucrânia.
Moscovo, abastece de gás natural 18 países europeus, incluindo oito como fornecedor exclusivo e três dos principais Estados da UE (Alemanha, Itália e França) em mais de 25 por cento do seu consumo. Cerca de 80 por cento do gás importado da Rússia transitam através da ucraniana Naftogaz, que alega estar a usar as suas próprias reservas para manter o abastecimento europeu nos níveis normais.
A troca de acusações a Rússia e a Ucrânia tem origem na decisão tomada pelo gigante do gás russo, Gazprom, de cortar o abastecimento de gás natural à Ucrânia depois de terem falhado as negociações entre Kiev e Moscovo da dívida de mais de dois mil milhões de dólares (incluindo 600 milhões de juros de mora) e num aumento dos preços imposto por Moscovo.
Fonte: Diário Digital
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário