
União Europeia rejeita o proteccionismo como solução para a crise
A Cimeira informal de chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) rejeita plano conjunto de apoio à Europa de Leste preferindo analisar caso a caso eventuais planos de apoio.
A Uião Europeia decidiu ontem na Cimeira informal de chefes de Estado e de Governo da União que não vai canalizar ajudas em bloco aos novos países-membro do leste e centro da Europa. Polónia, República Checa, Hungria, Eslováquia, Bulgária, Estónia, Letónia, Lituânia e Roménia veêm assim rejeitada a ideia apresentada pela Hungria, que previa um apoio de 160 milhões de euros para a região. «Não me parece que a Europa de Leste seja uma região especial», afirmou Mirek Topolanek, primeiro-ministro checo e presidente em exercício do Conselho Europeu.
A chanceler Angela Merkel explicou, à saída da reunião que as ajudas, se forem necessárias, serão canalizadas através das instituições internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), ou dos meios europeus, como o Banco Europeu de Investimento. O bloco dos 27 diz pronto para rever a ajuda aos países da Europa central e oriental que já foi aprovada, em particular à Hungria e à Letónia, que já beneficiaram da ajudada UE. «O protecionismo não é a resposta à crise actual», afirmaram os 27 num comunicado conjunto no final da cimeira.
Na cimeira concluiu-se então que os Estados-membro estão apostados em renegar as derivas proteccionistas, lendo-se no comunicado de imprensa da presidência checa que a UE deve «tirar o máximo partido do Mercado Único como motor de relançamento para apoiar o crescimento e o emprego». Dissipam-se assim os receios crescentes de algumas capitais europeias de uma escalada proteccionista na Europa em resultado dos planos anticrise.
Os mais recentes países da UE viram também negada a a possibilidade de aceleração dos processos de adesão à moeda única, afirmando Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, que «todos os países, à excepção dos que fizeram um opt-out, têm o direito de entrar para a moeda única» mas que «seria um erro alterar as regras agora».
Fonte: Jornal Digital
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