Última tentativa para encontrar consenso na solução da crise mundial
Os líderes mundiais do G20 reúnem em Londres na quinta-feira para discutir formas de enfrentar a actual crise financeira mas o facto de não terem conseguido chegar a um acordo significativo assim como os protestos agendados para o mesmo dia, ameaçam destabilizar o encontro.
A Cimeira do G20 em Londres representa a última tentativa para lidar com o desentendimento que tem mantido os burocratas a trabalhar arduamente desde o encontro dos líderes do G20 em Washington em Novembro passado, e tem o estímulo da economia e uma maior regulação dos mercados no topo da agenda.
Recentes apelos da administração norte-americana no sentido de um plano de estímulo da economia coordenado globalmente chocaram com uma recepção pouco calorosa por parte das capitais europeias onde os políticos estão apreensivos com os impactos negativos no mercado dos défices orçamentais. Na passada quarta-feira, o primeiro-ministro checo Mirek Topolanek, presidente em exercício da União Europeia e que foi obrigado a demitir-se da presidência do seu país, definiu o plano norte-americano como «o caminho para o inferno».
O debate europeu sobre a reforma do sistema financeiro tem sido baseado num relatório elaborado por um grupo de peritos financeiros liderado pelo ex-governador do Banco de França, Jacques de Larosiere. O relatório defende a criação de um novo organismo de supervisão financeira mas ainda não se sabe como se vai conciliar esta sugestão com a que os Estados Unidos, um pouco semelhante, planearam.
O apoio do Brasil, a rejeição do proteccionismo e a sugestão da China, apresentada a semana passada, para que o dólar seja substituído por unidade do Fundo Monetário Internacional, sãoa lguns dos tópicos na agenda para a Cimeira. A dificuldade em chegar a um consenso é certa e será alimentada pelas manifestações que se esperam neste dia. Grupos anti-capitalistas e ambientalistas, que começaram ontem a manifestar-se, agendaram protestos na capital do Reino Unido, prevendo-se uma enchente de manifestantes para quinta-feira
Fonte: Jornal Digital
1 de abril de 2009
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